15/01/2016

Moradia Nº32 e 36 na Rua de Brás Cubas

Actualmente, a Rua de Brás Cubas é uma das artérias que mais passam despercebidas entre as várias ligações possíveis à Avenida de Fernão de Magalhães e poucos também se apercebem que Brás Cubas é o nome de um fidalgo português nascido em 1507 que fez algumas explorações por sua conta no Brasil, tendo mesmo fundado algumas povoações. Curiosamente, esta rua nem sempre teve o nome deste explorador português do séc. XVI, tendo sido antes, na sua origem e durante uns anos, conhecida por Rua Particular à Avenida Fernão de Magalhães (indicando o seu carácter privado).

Mas o que mais nos chama a atenção nesta rua estreita é história por detrás de uma moradia devoluta – aliás, não deixaremos de frisar que por detrás de cada bem patrimonial esquecido, abandonado, devoluto ou já em fase de ruínas existe sempre uma história por contar. Pois os imóveis do Porto são assim: sempre recheados de história. Esta casa que descrevemos corresponde aos números 32 e 36 e o seu projecto data de 1933, tendo sido erguida entre os finais desse ano e 1934. Não nos parece errado afirmar que está patente uma nítida influência Art Deco – recebeu uma influência severa, mas nítida a partir do corpo central da fachada e dos frisos superiores com uma estilização muito própria da época.

O proprietário que mandou erguer este imóvel chamava-se António de Sousa Ramos e fê-lo com o objectivo de o dividir em duas habitações para dois diferentes moradores. Tudo indica que fê-lo com o propósito de arrendar. O seu arquitecto foi Mário Abreu, um dos arquitectos mais activos do Porto que, em colaboração com Mário Augusto Ferreira de Abreu, durante os anos 30 e inícios dos anos 40 do século XX foi responsável por nos ter legado muitas obras privadas digno de interesse. 

O Quiosque do Largo Mompilher foi Retirado

A notícia foi avançada muito recentemente por um dos nossos seguidores e hoje foi noticiada. Finalmente o Quiosque Japonês (ou o que resta dele) do Largo Mompilher foi retirado para ser devidamente restaurado, desta vez pelos próprios serviços municipais. 

O Quiosque diferenciava-se dos demais por ser privado - não podendo o munícipio intervir prontamente na salvaguarda deste bem devoluto -, pelo que só a classificação de Imóvel de Interesse Público poderia tê-lo poupado a um destino pior.

Ainda não há uma data avançada para a sua recolocação, mas pelo menos será devidamente poupado ao vandalismo e abre-nos as expectativas de o vermos com um aspecto mais digno. 

Ver mais sobre o quiosque em: http://portosombrio.blogspot.pt/2016/01/o-quiosque-japones-do-largo-mompilher.html

Fonte:

http://www.publico.pt/local/noticia/quiosque-japones-do-porto-foi-retirado-para-ser-recuperado-1720257



14/01/2016

Antiga Estação Ferroviária da Boavista


Apesar de só restar o principal edifício da estação, a sua história já é amplamente conhecida. O Porto foi dotado de uma estação de nome oficial «Estação Ferroviária Porto-Boavista» que ficou bem mais conhecida por Estação da Boavista. Foi projectada pela Companhia de Caminho de Ferro do Porto para ligar a cidade até à Póvoa de Varzim e, apesar de ter sido inaugurada em 1875, a construção desta importante estação foi apenas concluída em 1876. Mais tarde, a linha ganhou outros troços e maior importância através de várias ligações (Famalicão, Senhora da Hora, Guimarães), ganhando um interface mais perto do centro da cidade na zona da Trindade (durante os anos 30).

Apesar do fluxo de passageiros da Estação da Trindade ter ultrapassado em muito esta estação, nunca deixou de representar o seu papel no conjunto de linhas ferroviárias senão até meados de 2000, quando acabou por ser desmantelada em virtude das obras para adequar antigas vias ao metro e no decorrer das alterações da Porto 2001. A partir de então o El Corte Inglês manifestou todo o interesse em usar o terreno do terminal férreo desmantelado para erguer uma nova loja no Porto. Claro que devido a critérios mal estudados – ou até mais mal pensados – o El Corte Inglês acabaria por se instalar antes em Vila Nova de Gaia no decorrer de um parecer negativo da Câmara Municipal do Porto durante o mandato de Rui Rio.

A área do terreno desaproveitado a norte da Praça Mouzinho de Albuquerque e o edíficio da Estação (a azul).


Os argumentos para esta nega da câmara baseavam-se em lógicas de riscos para o comércio tradicional na área; depois passaram para os riscos do esvaziamento de esvaziamentos da baixa e, na verdade, percebemos que não há lógica nenhuma no que se baseia em mesquinhices quando ironicamente se pretendia transformar o Mercado do Bolhão (ícone do comércio tradicional!) num shopping e, posteriormente, assistimos ao desenvolvimento dos serviços e do comércio na zona de Gaia onde se instalou o novo El Corte Inglês.

Independentemente da questão do Porto (não a sua área metropolitana, felizmente) ter perdido o El Corte Inglês, que manteve mesmo assim o interesse em instalar-se na Boavista, o terreno e a estação (esta ainda pertence ao Estado) permaneceram abandonados. Será difícil contemplarmos nos próximos ano alguma utilidade válida que não assombre aquela área desperdiçada, ao qual não somos imunes à idealização de mais um espaço verde que ligasse a Estação de Metro do Porto à Praça Mouzinho de Albuquerque e uma estação transformada em café ou em qualquer outro tipo de serviço em lugar de no seu conjunto constituírem mais um espaço desprezado sem utilidade. Mas o El Corte Inglês ainda pode acabar por levar a cabo a sua intenção inicial de ocupar o espaço vazio, o que afinal de contas não seria tão mau.

A (des)Protecção do Património


Nas últimas semanas têm sido divulgadas várias chamadas de atenção que incidiram sobretudo sobre as redes sociais até alcançarem outros meios de comunicação. Talvez a mais notada tenha sido a urgência da protecção imediata de um dos monumentos históricos mais ameaçados da Europa, que é o Palácio de Valflores em Santa Iria da Azoia, em Loures. Obra do século XVI e que foi residência de um feitor na Flandres durante a época do rei D. João III, suscitou toda a atenção e o interesse — Principalmente porque mesmo sendo único corre o risco imediato de cair!

Ora, o Palácio de Valflores pode ser um dos monumentos históricos mais ameaçados de Portugal e até da Europa, mas como bem sabemos não é único. Se as chamadas da atenção sobre o risco de derrocada de um prédio histórico com cerca de cem anos ou mais viessem mais vezes parar às notícias dos telejornais, os portugueses facilmente reconheceriam centenas, espalhados de norte a sul do país. Claro que não vamos estender aqui a lista. Apenas sentimos que devemos falar dos casos recentes noticiados:

Existe o caso da Capela do século XVI da Quinta de S. João da Ventosa na Azinhaga (Golegã), que corre igualmente o risco de ruir e cujo caso foi noticiado no final do mês passado de Dezembro de 2015, um palácio do século XVIII, que é o Paço Real de Caxias, que está sobre tutela militar e que mesmo assim continua a ser vítima de vandalismo (não existem militares suficientes para vigiá-lo?), e depois circulam os alarmes nas redes sociais sobre os riscos imediatos que correm vestígios arqueológicos como a antiga cidade romana de Balsa, em Tavira, e o próprio Túmulo de D. Dinis (!) no mosteiro cisterciense de S. Dinis em Odivelas…

Isto tudo já seria suficiente para perguntar o que raio se passa neste país para se desprotegerem tantas obras que exigem algum cuidado e a devida manutenção para só se notabilizarem ou chamarem as atenções quando já estão praticamente arruinados ou exigirão um valor avultado para serem devidamente resgatados. É preciso concluir que há aqui alguma coisa errada. 


13/01/2016

Presidente da Câmara do Porto Garante Obras no Mercado do Bolhão Mesmo sem Verbas Europeias


É uma notícia cujo título fala por si só. Enfim, é uma boa notícia. A Câmara Municipal do Porto anunciou ter verbas suficientes para reabilitar o mercado mais emblemático da cidade.

A autarquia espera obter cerca de 23 milhões de euros de fundos europeus, já que o projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão também contempla um túnel (!) entre as ruas Alexandre Braga e Ateneu Comercial e a construção de um mercado provisório que irá ascender a factura aos 27 milhões de euros (não é preciso entrar em grandes detalhes no que toca ao desafio de uma obra de um túnel no solo pantanoso que é o Bolhão e no que isso implica - agravando a factura).

Acima de tudo, o que pretendemos, é ver um dos principais palcos de visitas da cidade reabilitado. Há mais de dez anos que este Mercado e os comerciantes que lá trabalham merecem mais.

Fonte:

http://www.porto24.pt/cidade/rui-moreira-garante-obras-bolhao-mesmo-sem-verbas-europeias/

12/01/2016

Benefícios Fiscais a Quem Recuperar para Arrendar

Os benefícios fiscais e outros incentivos prometidos pelo governo para quem pretende reabilitar os seus imóveis para arrendar com preços acessíveis podem funcionar como (parte da) solução para resolver problemas relacionados com as milhares de casas vazias e/ou devolutas das nossas cidades - fenómeno ao qual já sabemos que o Porto não é imune.

O presidente da Associação Nacional de Proprietários acolhe bem a medida, mas é evidente que vários proprietários (e não só) assinalam que é uma medida que peca por tardia (a nível de benefícios fiscais; não de financiamento) - se o sadismo, o distanciamento da realidade ou a falta de criatividade é norma governativa nem vamos andar por aqui a especular porque é que não se fez antes quando era necessário apostar na Reabilitação Urbana e constituir meios de permitir que jovens ou pessoas menos favorecidas pudessem arrendar casa quando os mais vulneráveis corriam maiores riscos de perdê-la. É um fenómeno similar ao fraco esforço com que se garantiu Bancos de Terras - que não foi por falta de interesse  dos munícipios, que contrariaram a inércia governativa ou os fracos projectos "para inglês ver" com a criação de hortas urbanas - ou promover um programa prático de Novos Rurais (ainda vão cair muitas casas e aumentar o número de aldeias desertificadas no interior do país até isso acontecer).

A partir desta iniciativa, talvez se assista a uma mudança que contrarie as asneiras de quem permitiu a liberalização das rendas em altura de crise  Não vamos fingir que os mais vulneráveis é que não ficaram mais prejudicados! Só achamos particularmente curioso que o actual governo só mencione a Classe Média (ainda existe?)... Mas se a prioridade neste incentivo é para o arrendamento desta classe quase extinta, como ficam as classes baixas? É que a maioria dos portugueses com salários abaixo da média - a maioria da maioria - também quer arrendar a preços justos e adequados que não estejam acima do seu próprio salário!

Esperemos que neste conjunto de intenções resulte algo mais prático... e abrangente. Mas, se nos focarmos no copo meio-cheio (talvez até bem mais do que isso, felizmente) há que assinalar que o empréstimo pode corresponder a 90% do custo total da obra de recuperação e até 15 anos com uma taxa fixa na ordem dos 2,9%.

Fonte:





O Fundo Nacional de Reabilitação Urbana


O Fundo Nacional de Reabilitação Urbana foi anunciado em Dezembro do ano passado (2015) pelo Secretário de Estado Adjunto do Ambiente José Mendes. E, como em tudo com o que lemos ou ouvimos, procedemos com cautela — ainda há muitas lacunas e questões por esclarecer em relação a este “fundo”. Aparentemente as linhas de financiamento irão basear-se no mesmo tipo de verbas disponibilizadas pelo Banco Europeu de Investimento já reservadas para a IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) e IFRU (Instrumento Financeiro para a Reabilitação Urbana), mas que pode «ainda utilizar verbas do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.»

Por outras palavras, ainda há verbas disponíveis. E, de acordo com o próprio secretário de estado: «A reabilitação é uma oportunidade única para revitalização social e económica das nossas cidades e vilas, mas também para o sector da construção que tem vivido grandes dificuldades nos últimos anos.»

Até aqui tudo bem. Todos os indícios são claros no que toca a prioridade dada à Reabilitação Urbana pelo novo governo e — talvez mais prioritário ainda! — o novo governo entende que são necessárias várias ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS no sentido de intervir para uma melhor eficácia de um programa de reabilitação urbana. A questão principal é em que medida ocorrerão tais alterações legislativas (claro que ainda é cedo para sabermos, mas isso não significa que não nos preocupa).

Não é errado gerar as melhores expectativas, pois Portugal (e a cidade do Porto) evoluiu imenso no que toca a esta matéria. Mas como em tudo no que toca à nossa experiência com a Reabilitação Urbana, continuamos a questionar se a eficácia de tal programa não dependerá sobretudo de uma prática e de um nível de actuação multidisciplinar — reabilitar só por si não chega, pois uma cidade é muito mais do que bairros e edifícios. É por isso que queremos ver o que um novo Fundo de Reabilitação Urbana pode prover. Se em articulação com municípios (e nalguns casos privados) contemplar a urgência em restituir aos centros das cidades parte da sua população original e reabilitar velhos centros de saúde com acessos precários, museus e espaços verdes que têm de ser devolvidos às cidades, esquadras a caírem de podres e outros serviços que podem (devem) servir melhor os cidadãos dentro de uma dada área pronta a ser regenerada tanto melhor!

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-12-15-Governo-vai-criar-Fundo-Nacional-de-Reabilitacao-Urbana

Primeiro-Ministro Destaca Papel da Reabilitação Urbana para Relançar a Economia

Se não dissesse respeito à cidade do Porto, talvez não o mencionássemos. Em primeiro lugar, há que admitir: Sim, o Porto está muito melhor do que estava há alguns anos. Uma tolerância maior para a Cultura, um esforço maior no sentido da Reabilitação de edifícios emblemáticos como o Mercado do Bolhão e o Antigo Matadouro Industrial de Campanhã (entre outros projectos), uma maior cordialidade com os moradores dos bairros sociais e das ilhas (que se tencionam igualmente reabilitar), um esforço mais elevado no acompanhamento dos interesses dos cidadãos, uma promoção ainda maior da cidade e o desenvolvimento do relacionamento com outras autarquias leva-nos a concluir que o Porto está a abandonar a sua "Idade das Trevas"; mas como tudo o que se entende por política nada é a preto e branco.

Em matérias de construção, ainda hoje custa lidar com a realidade dos grandes projectos de betão que marcaram Portugal nas últimas décadas quando se faltou a outras responsabilidades. Temos boas redes de autoestradas que saíram caras ao Estado (a todos nós) para não dizer de uma vez que nunca passaram de projectos ruinosos devido às famosas PPP’s enquanto as nossas cidades e muito do nosso património caiu no esquecimento a ponto de se transformarem num cenário quase “apocalíptico” que muito nos envergonha e continuam a contribuir para uma má imagem no que toca a zelar por aquilo que é nosso.

Devido ao desmazelo (quase) completo do Estado e do seu relacionamento com a maioria dos municípios durante as últimas décadas, até mesmo a «extraordinária energia» do Porto ainda não é suficiente para restituir muito do que foi perdido (até mesmo em termos de população) e que se encontra degradado. Este discurso do “é preciso apostar na reabilitação urbana” já tem anos e pouco ou nada se fez nessa matéria que fosse assim tão impactante — continuamos a viver a realidade do “tanta gente sem casa/tanta casa sem gente” aliada à falta de um novo paradigma para a Habitação Social (!), a ausência de esforços mais urgentes e de vontade para proteger património essencial que poderia marcar pela diferença se fosse reabilitado (Fábrica da Cerâmica das Devesas, Antigo Museu de Etnografia do Porto), aumentam-se os riscos da especulação imobiliária, a ausência do IMI dos centros históricos ou de áreas de protecção histórica/comércio tradicional continua a ser em muitos aspectos uma miragem, o urbanismo e a circulação automóvel continuam marcados por erros, é preciso ter em atenção a escassez de árvores nalgumas áreas e de falta de protecção de espécies autóctones, praças que na sua essência são feias e pouco aprazíveis (essencialmente por erros da Porto 2001, mas também sempre pusemos em causa a desfiguração da Avenida dos Aliados) e muitos outros aspectos que ainda têm de ser debatidos.

Por outras palavras, a “energia” do Porto provém de um esforço, mas de um esforço que não pode ser apenas substanciado por palavras ou planos e ideias de respostas fáceis — o empenho do Estado e a sua cooperação podem ser cruciais para resolver uma larga maioria dos problemas. Vale a pena acreditar que só a aposta por si só na reabilitação urbana resolverá tudo quando problemas sociais/económicos, culturais, legislativos e até ambientais continuam a limitar ou a causar transtorno à adequação do peso que esta reabilitação terá nos próprios cidadãos? Ou a discussão em torno do que pode potenciar a reabilitação poderá (terá de) ser mais abrangente?

Por enquanto ficam as palavras (válidas, claro) — mas o resto está para se ver.

Fontes:

http://www.dn.pt/portugal/interior/costa-defende-reabilitacao-urbana-motor-para-criar-emprego-4974814.html

http://www.noticiasaominuto.com/pais/517596/costa-destaca-importancia-da-reabilitacao-urbana-para-relancar-economia

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=4974008

http://www.porto24.pt/cidade/antonio-costa-o-pais-tem-beneficiar-com-energia-atual-porto/

11/01/2016

O Quiosque Japonês do Largo Mompilher

Mesmo após o incêndio que devastou parte da estrutura no mês de Junho de 2014, tendo sido classificado como Imóvel de Interesse Municipal e ter dado que falar nas várias notícias e reportagens sobre o seu estado degradado e a urgência em reabilitá-lo, o velho Quiosque Japonês no Largo Mompilher continua igual. Já o referimos no passado e pouco ou nada mudou.

Data dos anos 30 do século XX este quiosque em madeira revivalista que se destaca pela sua cor vermelha e continua a ser privado. No mesmo local chegou a existir um quiosque de ferro forjado (de 1910) e durante décadas esteve em funcionamento como local de venda de revistas e jornais.

Ignoramos o motivo pelo qual deixou de funcionar e se manteve fechado (e em relação a assuntos privados também não nos cabe aqui especular). O que sabemos é que essa é uma das razões para o qual se tornou em mais um bem inestimável devoluto; a outra principal razão é o vandalismo efectuado durante a noite, que nunca foi capaz de estimar o que tantos desejariam ver novamente em funcionamento e reabilitado.

Custa pensar que mesmo diante do seu diminuto tamanho, e sobretudo pelo seu valor histórico, o quiosque deste largo vai continuar igual — devoluto, sem utilidade e desprotegido.

Artigos Populares

Envie as suas ideias!

Nome

Email *

Mensagem *