26/04/2016

(A Recuperação da) Fortaleza de S. João Baptista



A Fortaleza de S. João Baptista, na Foz do Douro, é um dos monumentos defensivos mais interessantes do nosso território, não só devido à sua localização privilegiada e à área compreendida, com um potencial enorme, mas devido ao seu enquadramento histórico e arquitetónico. Não sendo fácil ignorá-la, não será de admirar que a Câmara Municipal do Porto revele todo o interesse em recuperá-la (admira é que não manifeste o mesmo interesse em relação a outros monumentos de um valor patrimonial igualmente considerável, mas tendo em comparação com as últimas décadas, pelo menos evoluiu muito mais nesse sentido).

Sendo justos, na realidade o edifício que hoje vemos resulta da conjunção de dois monumentos distintos que serviram propósitos igualmente distintos: é simultaneamente religioso por enquadrar um espaço conventual beneditino com igreja (que hoje está em ruínas) e militar por englobar um conjunto de baluartes – no seu conjunto revelam parte do melhor da arquitectura portuguesa do século XVI, progressista a nível de introdução dos modelos classicistas da Renascença e progressista por ser a primeira fortaleza do território que quebrava em absoluto com os então obsoletos meios defensivos medievais para acomodar peças de artilharia. Foi a regente Dona Catarina, mãe de D. Sebastião, quem ordenou a sua construção (apesar dos protestos dos frades beneditinos aqui já estabelecidos desde o séc. XIII, vindo a perder o seu convento para a sua completa transformação e adaptação a fortaleza).

A fortaleza viria a ser sucessivamente alterada ao longo dos séculos seguintes, com melhoramentos e a inclusão de novas canhoeiras adaptadas a proteger a entrada do Douro, mas a capela-mor da igreja conventual, com a sua cúpula sextavada, sempre se manteve. No século XIX desapareceram o fosso e a ponte levadiça da fortaleza, assim como uma boa parte dos rochedos que a rodeavam, afastando-a do contacto com a foz do rio.

Actualmente, o seu estado e desaproveitamento indigna-nos. Uma igreja
renascentista em ruínas, canhões enferrujados expostos aos elementos, áreas completamente degradadas e uma manutenção básica ou muito fraca comprovam que o Estado português não sabe estimar o seu património. Sendo um local que há muito poderia ter servido de pousada ou espaço museológico (ainda não se sabe exactamente do que é feito do espólio do antigo Museu Etnográfico do Porto), se bem que não desagrada a ninguém enquanto espaço cultural aberto à literatura, música e exposições de pintura ou escultura (só precisando de maior promoção e estima), até como discoteca, a exemplo de outras fortalezas do género, serviria um melhor propósito do que algo votado à ruína.

O novo protocolo assinado entre a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Defesa pelo menos esclarece-nos de que realmente é possível diferentes identidades trabalharem em conjunto para reabilitar e cuidar de um monumento (ao contrário de muitas antigas desculpas que atiravam responsabilidades para cima de uns ou de outros para não se fazer absolutamente nada). Mesmo cientes de que não há dinheiro ou recursos para tudo, esperemos mesmo assim que este exemplo seja o quanto antes replicado em casos tão ou mais flagrantes… 

22/04/2016

A Reabilitação do Matadouro Industrial de Campanhã



Referenciado durante demasiado tempo como um dos monumentos mais mal-aproveitados do Porto e com sinais de degradação elevados, o futuro do antigo Matadouro Industrial de Campanhã nem sempre pareceu promissor. Faltaram ideias, faltaram vontades, faltou mais acção e fortes tomadas de medidas no sentido de valorizar um complexo com um potencial enorme cuja utilidade poderia ter tido um melhor impacto na freguesia mais oriental da cidade do Porto.

A par do Mercado do Bolhão, tratando-se igualmente de um monumento municipal e emblemático, a sua reabilitação era mais que desejada há bem mais do que uma década, sabendo-se que adiá-la só se traduziria num preço cada vez mais elevado com o passar dos tempos. Felizmente, talvez porque pela primeira vez em muitos anos a câmara municipal do Porto parece ter um presidente inteligente ou com maior visão do que muitos (somos forçados a admiti-lo), o notável edifício do início do século XX vai ganhar uma nova vida e a sua reabilitação vai-se afirmar como um dos projectos mais importantes da cidade do início do século XXI.



Apresentando-se orgulhosamente o projecto em Milão, contando com a parceria entre a CMP e a ESAD (pela primeira vez em muitos anos o poder local começa a reconhecer o valor dos designers no que toca a projectos interiores, urbanos ou para equipamento), realça-se a sua importância em termos de adaptação de um antigo edifício a um propósito cultural e económico: contará com um museu industrial, galerias para exposições, áreas reservadas a empresas criativas, espaços sociais e de lazer, além de zonas ajardinadas.

Mais que um ambicioso projecto, com ligação directa ao metro e mais próxima à zona do Estádio do Dragão, trata-se de fazer o que é justo e adequado. 


Fonte:




19/04/2016

PROJECTO RIM para Reaproveitar a Ponte Maria Pia



Embora uma alteração estrutural ou a adição de um novo tabuleiro para a emblemática Ponte Maria Pia por norma nos cause apreensão, também há que assumir que por vezes para melhor tirar partido de um monumento histórico há que saber “sair fora da caixa” e aceitar que há intervenções modernas bem pensadas em estruturas antigas que só as melhoram e as revalorizam – e foi exactamente o que pretenderam os mentores do PROJECTO RIM: o arquitecto e aluno de engenharia civil Miguel Lopes de Sousa em parceria com o colega arquitecto Rui Israel, que desejaram assim projectar uma nova via pedonal e uma ciclovia para unir as marginais do Porto e Gaia segundo um critério minimalista, vencendo o prémio do concurso de ideias do ISEP «Desafio 2016».

A ideia não nos desagrada, uma vez que o seu impacto seria reduzido e os critérios para a sua construção seriam claramente funcionalistas, além de tirar partido de um monumento classificado que merece ser reaproveitado (e bem mais estimado, diga-se). Mas em última estância deveriam ser os cidadãos do Porto a dar uma opinião final e a votar este projecto para assim reanimar a ponte que se encontra sem utilidade há demasiados anos.




Ao imaginarmos um novo tabuleiro parece óbvio questionarmos se esta adição não alterará profundamente o design único da ponte e o que poderia implicar em termos de paisagem. Em primeiro lugar isso acontece porque as imagens disponibilizadas (ainda) não nos fornecem dados suficientes para calcular o seu impacto no conjunto; mas tendo em conta a incoerência e o impacto do betão na paisagem da vizinha Ponte de S. João, um novo tabuleiro na emblemática ponte parece ser o menos – mais do que uma questão de estética, que poderia ser resolvida de vários modos, ainda para mais se prevendo minimalista, apenas declinaríamos a madeira como material de eleição porque alternativas igualmente neutras (discretas) e de melhor manutenção ou com maior resistência ao desgaste hoje em dia não faltam (placas compósitas de madeira com PVC são um mero exemplo).


Mas o mais importante desta iniciativa, além de comprovar o interesse pelo ISEP, Mota Engil e pelas Câmaras do Porto e de Gaia que a apoiaram e deram valor às ideias das mentes que por norma o nosso país desperdiça ou convida a emigrar, é realmente a adaptação da Ponte Maria Pia a um propósito de eficiência energética: neste caso englobaria a colocação de painéis solares no tabuleiro superior da ponte para produção de energia para iluminação própria – é apenas uma amostra (muita positiva, evidentemente) do potencial que esta ponte nos oferece em termos de captação de energias renováveis, algo que TODAS as outras pontes que atravessam o rio Douro deveriam conter, se existisse vontade para tal...  


Fonte:




18/04/2016

Comércio Cresce na Rua das Flores e em Sá da Bandeira



Trata-se de uma notícia do JN (do passado dia 14 de Abril) que comprova que a aposta na Reabilitação Urbana é uma mais-valia e compensa verdadeiramente. Não é por acaso que a Rua Mouzinho da Silveira, Rua das Flores e a Rua Sá da Bandeira são indicadas como as principais zonas comerciais emergentes do centro da cidade do Porto segundo a consultora Predibisa e a gestora de activos Capital Urbana.

Tendo em conta que a grave crise financeira que atravessa o nosso país ainda não cessou e que o crescimento económico ainda é lento, o que está a acontecer no Porto é mais do que resultado do empreendedorismo local, mas sobretudo de uma valorização e de uma aposta da Baixa que não tem antecedentes (tomando como ponto de partida a época contemporânea). A renovação e promoção do centro histórico, aliado ao forte interesse da Câmara Municipal – que reconheceu o potencial de converter a Rua das Flores numa via pedonal e de transformar a Praça de Lisboa junto aos Clérigos (quanto a nós, um dos projectos mais bem pensados das últimas décadas), por exemplo – permitiram que o turismo e os projectos de reabilitação dinamizassem um mercado muito próprio.


Uma vez que se trata de uma boa notícia e de um bom indicador para a cidade do Porto, talvez não haja mais a dizer senão o óbvio: esperamos que esta aposta se mantenha e se prolongue durante muitos mais anos, até ao dia em que a cidade adquira “maior brilho” e tire mais proveito de todo o seu potencial.

Jardim do Morro em Vila Nova de Gaia será Reabilitado



A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia irá investir meio milhão de euros na reabilitação do jardim junto à serra do Pilar, criando ainda um anfiteatro ao ar livre para fins culturais.

O jardim já existe desde 1927, faz parte da área de protecção do interessante Mosteiro da Serra do Pilar e a intenção de reabilitar este espaço próximo à Ponte Luís já é antiga. Através de um estudo elaborado pelos arquitectos Francisco Saraiva e Nuno Oliveira e o arquitecto paisagista Nuno Cunha Gomes, as obras de requalificação serão para arrancar no final da Primavera e deverão terminar num prazo de quatro meses. Contará com papeleiras, bancos e novas estruturas de saneamento, prevendo-se ainda a criação de um espaço infantil e a recuperação do lago, da gruta e ainda da estátua de Diogo Cassels, fundador da Escola do Torne. No fundo, será recuperar um desenho original do horticultor Alfredo Moreira da Silva e do capitão de engenharia João Oliveira Pombeiro.

Uma notícia que comprova a importância que as câmaras municipais do nosso território estão a dar à Reabilitação Urbana e à renovação dos espaços verdes como uma mais-valia para promoção e desenvolvimento das cidades, tornando-as mais convidativas. 

Fonte:



Fábrica CUF do Freixo



Se na actualidade temos muitos motivos para lamentar o fecho e desmantelamento de muitas unidades fabris espalhadas pela Área Metropolitana do Porto que eram responsáveis pela permanência de milhares de emprego e linhas de produção emblemáticas e distintas que eram motivo de orgulho da região também lamentamos que as escolhas da sua localização e o impacto ambiental não tivessem sido as melhores. Por isso é que mete alguma pena que os terrenos da ampla e verdejante propriedade da Quinta do Freixo tivessem sido ocupadas por unidades fabris durante o século XIX que também contribuíram muito para danificar a nobre casa projectada por Nasoni e descaracterizar a paisagem que hoje pode ser uma mais-valia no aproveitamento de uma boa área da freguesia de Campanhã como exclusiva zona de campo, pensada para o turismo e lazer.

Mas se será difícil um dia interligar a Quinta do Freixo com o Parque Oriental bem próximo, estabelecendo roteiros com outras quintas e caminhos de bosques com trajectos aprazíveis seguros (esta idealização fantástica envolveria decerto uma ampla transformação urbanística e paisagística que actualmente não é possível), pelo menos as instalações fabris construídas nas imediações sempre podem servir um propósito mais apelativo e integrar-se coerentemente com o melhor que a Pousada do Porto possibilitou na zona oriental da cidade em termos de urbanismo.



Lamentavelmente, mesmo que a reabilitação do Palácio do Freixo e a Fábrica de Moagens Harmonia se apresenta como algo de magnífico, constatamos que as áreas que a rodeiam estão mal aproveitadas e ainda temos conjuntos de ruínas fabris bem próximas que dão a sensação que a Pousada do Freixo é uma ilha de distinção numa área urbana parcialmente votada ao desprezo e ao abandono, não permitindo sequer que a Marina do Freixo e o Museu da Impressa façam ampla diferença (com acessos rudes que deixam um tanto a desejar). E o caso mais próximo, quase adossado à Pousada e encarado pelos turistas que passeiam junto à margem do Douro com pasmo, é a parte correspondente à Fábrica CUF do Freixo, próxima à fronteira com Valbom (Gondomar).

Esta fábrica foi construída em 1888 pela firma Monteiro Santos & Companhia para produção de sabão e velas de estearina, destacando-se deste período de tempo a chaminé de Lino Soares Guedes. Mais tarde, em 1890, foi vendida à Companhia Fabril Douro, que manteve o fabrico de velas. Quatro anos depois é adquirida pela Companhia Alliança Fabril (CAF) que não mantém apenas a produção de estearina como reinicia a produção de sabão, optando por desactivar a fábrica entre 1896/97 para expandir as suas instalações em Lisboa. Em 1902 a Companhia União Fabril (CUF) toma posse da fábrica, reactivando-a em 1911 após uma série de obras e alterações profundas para produzir sabão e óleos vegetais.




Se em 1912 se verificam alguns problemas com a produção de sabão, depressa acabam por ser ultrapassados e a partir desse ano verifica-se um aumento positivo da produção justificando o sucessivo investimento em infraestruturas que são vão verificar ao longo das décadas seguintes, mas as remodelações mais significativas vão-se verificar a partir dos anos 60 do século XX. Um contrato de exploração é firmado entre a CUF e a Floral – Sociedade de Perfumarias e Produtos Químicos em 1967 e em sociedade exploram as instalações fabris do Freixo, pelo que não é por acaso que ainda hoje reconhecemos os logotipos da CUF e da Floral nas ruínas da fábrica. Durante os anos 80 a Floral propõe-se a adquirir a fábrica e a compra é efectuada em 1989 à CUF. Infelizmente, passados poucos anos a fábrica voltou a ser desactivada e foi adquirida pela Câmara Municipal do Porto. Desde então, mesmo com as tabuletas a anunciar «Propriedade Privada» e tudo dando a entender que é utilizada como local de arrumações da Pousada do Porto (estaremos errados?), mantém-se seriamente degradada. 

Derrocadas

As notícias que dão conta de derrocadas em edifícios devolutos não são novas e só apontam para o perigo que representam devido ao estado em que estão. Não é incomum que pedaços de pedras ou de betão das paredes se soltem e ainda menos se se tratar de partes de telhados quando falamos de edifícios velhos que estão abandonados ou sem a mínima manutenção há mais de uma década.

A legislação portuguesa ainda falha em impedir que muitos imóveis das nossas cidades acabem no abandono e na consequente degradação – tanto mais que o mesmo se regista em muitos edifícios de valor histórico que estão classificados e que se encontram nas mãos do próprio Estado! Sendo a aposta na Reabilitação Urbana muito recente, também se questiona quando irão surgir projectos e iniciativas mais criativas para que novas derrocadas de edifícios devolutos não aconteçam ou que coloquem transeuntes em risco.

O caso recente da derrocada de uma parede de um prédio na Rua do Vilar, no Porto, por acaso não fez vítimas, mas causou estragos e levou a medidas de precaução. O caso ainda mais notório e recente de um antigo armazém que chegou a ser o Hard Club em Vila Nova de Gaia por acaso não também fez vítimas, mas causou estragos ainda piores, impedindo a circulação na marginal do Cais de Gaia (e levando provavelmente a outras medidas de precaução). Sérias medidas de contingência poderia ter impedido estes incidentes.

As últimas derrocadas de paredes e muros de edifícios devolutos são atribuídas à constante chuva que tem caído sobre o nosso território e prevê-se que continuem a ocorrer… Esperemos que entretanto as autoridades responsáveis decidam que há realmente alguma medida séria a tomar antes que aconteça o pior.

Fonte:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-04-16-Derrocada-corta-transito-na-marginal-de-Gaia



13/04/2016

AVISO


Torre da Antiga Casa da Câmara/dos 24

Entre as obras mais polémicas que foram erguidas na cidade do Porto durante os anos que se sucederam à classificação do seu Centro Histórico pela UNESCO, talvez nenhuma se destaque mais do que a reconstrução da Casa-Torre da Antiga Câmara, também conhecida por Casa dos 24.

A velha torre foi erguida entre os finais do século XIV e inícios do século XV junto à primitiva muralha, reaproveitando possivelmente um dos seus cubelos originais e material construtivo disponibilizado pelo seu desmantelamento parcial, uma vez que perdera o seu propósito defensivo há muito, através da ampla expansão da cidade que ultrapassava o alto de Pena Ventosa e com a construção das Muralhas Fernandinas. Erguida em granito, coroada por ameias e de portas e janelas de arcos ogivais próprios da arquitectura gótica, não será difícil imaginar o requinte do seu interior no período medieval, com tapeçarias e peças de mobiliária magníficas. Aqui se reunia o antigo senado da câmara portuense e ficou popularmente conhecida por Casa dos 24 por aqui se reunirem os 24 representantes dos vários ofícios da cidade do Porto.

Com a mudança das reuniões da câmara para outros locais a partir de meados do século XVI, a Casa-Torre começou a servir outros propósitos, como o de cadeia e de asilo, o que não impediu que se degradasse e a ameaçar ruína.

Manteve-se abandonado durante muito tempo e o que mais lamentamos é que mesmo com as sucessivas intervenções da DGEMN a partir dos anos 30 do século XX, responsável pela reabilitação dos troços que restaram das Muralhas Fernandinas e pela Casa-Torre mais próxima (aquando do alargamento do Terreiro da Sé nos anos 40) que esta antiga torre medieval não tivesse sido também reabilitada. Manteve-se em ruínas durante várias décadas e realmente surgiu um projecto para reconstruí-la… mas como entendemos que Reconstrução não é exactamente o mesmo que Reabilitação, realmente não poderíamos ser a favor da asneira que aqui se fez – porque é de uma asneira que aqui se trata, mesmo que muitos prefiram não reconhecer o óbvio.



A Casa-Torre foi reconstruída em 2002 segundo um projecto de Fernando Távora e desde então causa desagrado aos que reconhecem a incoerência de uma obra que nunca deveria ter sido erguida num centro histórico já classificado, quando a reabilitação da torre medieval, devolvendo-lhe a traça original e a sua identidade medieval, teria sido bem mais apelativa. Claro que há quem defenda esta obra – e ainda mais por se tratar de uma obra de um arquitecto conhecido –, mas quem o faz está a negar o valor acrescentado que seria a devolução de uma torre gótica à zona da Sé e à cidade, que dispensa completamente qualquer “arranjo” moderno para expor o que há de melhor em termos expressivos, materiais e imateriais.


Nota: Com a crítica a este projecto específico não pretendemos descrever ou opinar contra a obra do arquitecto Fernando Távora, que na realidade merece um maior destaque e reconhecimento do que é dado na actualidade - não pretendemos misturar as coisas. É como se pedissemos a Júlio Pomar ou  a qualquer outro pintor da actualidade que pintasse por cima de um quadro inacabado do século XIII em lugar de restaurá-lo; por mais expressivo, original ou até genial que fosse, não deixaria de ser um atentado.

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