30/01/2016

“Mapping our Tiles” – A Georreferenciação de Azulejos


É de longe um dos projectos mais interessantes que tivemos o prazer em acompanhar e promover. “Mapping our Tiles” é uma iniciativa de três engenheiras motivada pela valorização «e partilha da beleza dos azulejos das casas do Porto e de Portugal», caracterizando-se pela georreferenciação dos mesmos que liga diversos padrões às localizações físicas onde existem.

O site da iniciativa foi lançado em Novembro de 2015 e trata-se, evidentemente, de um projecto a longo prazo. A ideia conta com a colaboração de todos, tendo como ponto de partida que cada cidadão fotografe um determinado padrão de azulejos e tome nota da sua localização. Poderá enviar esse registo por email (mappingourtiles@bonjardim.pt) ou através da rede social Instagram (#mappingourtiles); posteriormente será feita a sua validação e a sua inscrição no mapa de Portugal que existe na internet.

É evidente que adoramos a iniciativa, uma vez que se tratar da valorização de um património que merece ser substancialmente promovido, pelo que
convidamos o maior número de cidadãos do Porto a colaborar. Fique a saber mais em:



Fonte:




29/01/2016

Hotéis a Mais no Porto?


O que à partida é óptimo para a economia da cidade (e sempre o reconhecemos) não está isento de riscos. Enquanto surgem cada vez mais hostels, pousadas e hotéis no Porto e os números do turismo crescem de ano para ano poucos parecem considerar o que se espera do outro lado da balança: a prudência questionará se não se está a gerar uma bolha e se a presença em demasia de hotéis não descaracterizará o Centro Histórico ou poderá ainda pôr em causa a sua classificação como Património da Humanidade.

Esta opinião, ou reflexão, avançada pela actual Secretária de Estado da Cultura cruza-se com outros problemas já diagnosticados e que as notícias foram dando conta mediante a “pressa” para transformar um centro histórico num espaço cosmopolita, mas despojado ou pouco conciliador com os seus habitantes originais. Este fenómeno começou com a reconstrução (não confundir com reabilitação) dos prédios no Largo dos Loios legitimamente censurada pelo ICOMOS em 2012. Vão-se suceder posteriormente as queixas de moradores da Zona da Movida relativamente à falta de legislação ou regulamentação dos bares e da noite que os perturbam durante os anos seguintes. E acresce-se a isso a pressão sentida pelos moradores e lojistas originais (Sé/Vitória/S. Nicolau) por parte dos proprietários para abandonarem as facções que ocupam para novos empreendimentos turísticos (sobretudo hostels), algo que já foi avançado numa notícia em Novembro de 2015. E agora surgem mais pedidos de licenciamento de hotéis na ordem das dezenas – e sobretudo na Ribeira!

É certo que já identificamos muitos palacetes e casas ou propriedades devolutas que davam para ser transformados em excelentes em pousadas ou hotéis, mas sobretudo fora do centro histórico classificado (antiga Fábrica de Cerâmica de Massarelos, as ruínas do Convento de Monchique, a Quinta dos Salgueiros nas Antas, etc.), mas tudo necessitará do seu equilíbrio. E se os próprios cidadãos do Porto, os seus costumes, as suas tradições, o seu “bairrismo” e a sua relação com a cidade também são parte do seu rico património, convém que estes não sejam esquecidos ou continuadamente renegados para segundo ou terceiro plano.

Para variar, é errado permitir que o “Efeito Donut” continue a acentuar-se no Porto (motivado até por vários motivos, mas este é mais um) e que a cidade continue a perder os seus cidadãos mais legítimos para as suas periferias. Habituamo-nos demasiado, enquanto sociedade, a pensar no presente; mas no futuro teremos de lidar com as possíveis consequências.

Fonte:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/cultura/hoteis-no-porto-podem-por-em-causa-patrimonio-da-humanidade

https://www.publico.pt/local/noticia/secretaria-de-estado-alertou-para-o-numero-de-hoteis-no-porto-e-apoiou-candidatura-das-caves-de-gaia-a-patrimonio-mundial-1721711

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=4886842

Vale a Pena Comemorar o que Foi Destruído?



Em cima: Fotografia da Avenida dos Aliados nos Anos 60 do séc. XX. Nota-se a alternância de vegetação com a Calçada à Portuguesa.

Pode parecer um assunto digno de controvérsia, de debate ou até polémico, mas quando se está do lado de quem protege a integridade do Património e da valorização de espaços históricos, não se pode olhar para a actual Avenida dos Aliados e compará-la com a antiga sem se referir à mesma senão como um processo de destruição.

José Marques da Silva e Barry Parker idealizaram juntos uma das avenidas mais elegantes da Europa que se destacava não só por incluir edifícios emblemáticos que transmitiam o melhor do Eclectismo e das Beaux-Arts, como tiveram ainda a visão de valorizar o seu conjunto de praças revestidas com a típica Calçada à Portuguesa (que já está em extinção no Porto e foi retirada de todas as praças históricas). Não tiveram problemas em adicionar-lhes elementos verdes e bancos de jardim que convidavam as pessoas a passear e desfrutar do local.

Infelizmente, o que aconteceu durante uma época em que existia mais dinheiro para alterar praças do que para reabilitar edifícios classificados (e emblemáticos) devolutos, a Avenida dos Aliados sofreu um atentado de quem pouco sabe valorizar o que há de mais notável e exclusivo numa cidade. As justificações foram várias – mas podemos contra-argumentá-las (e eventualmente iremos fazê-lo mais tarde) – mas não convenceu todos. Na verdade, não convence historiadores, não convence artistas, não convence visitantes ou turistas que se lembram de como era a anterior avenida, não convence os que realmente apreciam grandes nomes da arquitectura portuense como José Marques da Silva, não convence arquitectos paisagistas ou urbanistas que dão maior importância à aprazibilidade e mais-valia ambiental do espaço, não convence metade (ou até mais) dos cidadãos do Porto.



Podemos apontar o erro a vários responsáveis, mas não vamos só citar o que é óbvio. As Praças Históricas já notabilizadas deveriam ser classificadas e protegidas! E a velha Calçada Portuguesa – que até pode ser reinventada – também deveria ser mais valorizada. O que vemos hoje na Avenida dos Aliados é uma paisagem estéril, pobre e incoerente com a sua própria história que uns teimarão em defender apenas porque se trata de um projecto de Siza Vieira e Souto Moura (esquecendo-se que os próprios arquitectos manifestaram o seu descontentamento quando a própria Câmara desconsiderou a colocação de mais árvores nas praças como intencionavam, nomeadamente carvalhos e bordos); mas se tivesse sido obra de alguém menos conhecido, maior teria sido o protesto e apontavam o que seria evidente.

É por isso que, tomando conhecimento de que a Fundação Marques da Silva e a Câmara Municipal do Porto assinalam no dia 1 de Fevereiro, pelas 19 horas, o centenário do lançamento da obra da Avenida dos Aliados somos levados a questionar: Vale a pena comemorar o que já foi destruído?

28/01/2016

Quinta e Palacete da Ponte da Pedra


Perto da antiga estrada romana que ligava a cidade do Porto (Cale) a Braga (Bracara Augusta) situa-se uma propriedade de campo secular que se estende até à margem do rio Leça, que é atravessado justamente pela velha ponte de pedra medieval de fundação romana mais conhecida por Ponte da Pedra, que daria o nome à quinta.

Mesmo que se presuma que a propriedade de campo possa ser muito mais antiga – tal como são muitas quintas existentes nos arredores do Porto – o palacete que a caracteriza data do século XVIII e foi conhecido durante décadas pelos habitantes de Leça de Balio por Palacete Oitocentista. É certo que mereceu maior atenção durante o século XIX, pois foi ampliado e funcionou como residencial durante essa altura e tornou-se o local predilecto de Camilo Castelo Branco para passar férias no Porto, uma vez que dispunha de praia fluvial e aprazíveis jardins ideais para o repouso ou para a inspiração de um escritor tão dedicado (não é difícil imaginar que possam ter sido intervencionados pela arte decorativa de Nicolau Nasoni no século anterior).



Também se consta que neste palacete se chegou a instalar o rei D. Miguel durante a guerra que travou com o seu irmão D. Pedro IV. Mais tarde, no início do século XX, a proprietária da Quinta da Ponte da Pedra doou-a ao Estado Português por não possuir herdeiros e o local veio a servir de albergue das pessoas idosas. Essa condição de albergue continuou até à revolução de 25 de Abril de 1974, quando os idosos foram recolhidos no Lar do Monte dos Burgos e o palacete ficou disponível para acomodar famílias retornadas das ex-colónias.

Infelizmente, os maus tratos verificados no palacete da Quinta da Ponte da Pedra já se sucedem desde a altura em que foram acomodadas as famílias de retornados, que não pouparam nem os seus jardins ao completo vandalismo que se estendeu até 2001, ano em que foi retirada a última família. Para piorar a situação do monumento, deflagrou um incêndio em 2005 que devastou grande parte do palacete.



Ainda hoje, apesar do conjunto de intenções da Câmara Municipal de Matosinhos para proteger a propriedade e reabilitá-la, o palacete e os edifícios adjacentes da quinta continuam devolutos, ensombrado uma área repleta de história e vital para a arqueologia e para o desenvolvimento cultural de Leça de Balio, que é o rio Leça e as áreas de proximidade do seu notável mosteiro, que se situa nas imediações.

Fábrica Têxtil Vaz Teixeira


Situa-se em S. Mamede Infesta, Matosinhos, mais uma relíquia dos tempos em que Portugal ainda dispunha de um maior desenvolvimento industrial e que o sector secundário era responsável pela criação e manutenção de milhares de empregos no concelho. Trata-se da antiga Fábrica Têxtil Vaz Teixeira.

O que poderia ser um “bom” monumento (parte do património, digamos assim) é actualmente um monte de ruínas – similar a tantas outras velhas e grandiosas fábricas têxteis que vieram a definhar até se extinguir.



Encontra-se no mesmo estado há cerca de dez anos, a marcar com um peso lúgubre a paisagem. Aliás, o pior golpe que terá sofrido foi desencadeado por um grande incêndio em meados de 2006 (poucos anos após fechar) que lançou o pânico na vizinhança. Devido a esse golpe que devastou a fábrica, encontra-se entaipada com paredes de tijolos, constituindo uma configuração insólita que combina o tijolo e o cinzento betão numa amálgama ainda exposta ao vandalismo. Mais uma lembrança amarga da decadência que atentou contra as manifestações de progresso de décadas anteriores…

Aldrabas do Século XIX

Alguns dos elementos mais característicos das típicas casas burguesas do Porto são as suas aldrabas de ferro, sendo as mais notáveis datadas da segunda metade do século XIX mas também do início do século XX. O Banco de Materiais da Câmara Municipal do Porto tem algumas – talvez demasiado poucas – em sua posse e, enquanto não se valoriza mais ou existe uma norma de protecção sobre este elemento, prevê-se que os melhores exemplos que já identificamos venham a desaparecer.

Uma das aldrabas mais conhecidas e até generalizadas são em forma de mão, que já foi designada erradamente de “Mão de Fátima”, pois tudo indica que sejam de influência francesa e provenientes do Romantismo, se bem que careçam de um estudo mais profundo para equiparar a outros exemplares espalhados pela Europa (e não só).
Por outro lado, temos as aldrabas em forma de rosto e, embora sejam mais raras e as que restam estejam em risco de se perderem, em relação às mesmas já temos menos dúvidas quanto à sua proveniência. São certamente influenciadas pelo Romantismo e apresentam detalhes revivalistas, tanto mais que várias, compostas de folhagens, são de inspiração gótica e em tudo se assemelham aos “Green-man” ou Máscaras de Folhagem que surgem em capitéis, frisos e mísulas das catedrais e igrejas medievais e até manuelinas (tardo-góticas). Uma vez que identificamos escassos exemplos de rostos com klaft (espécie de turbante ou toucado) egípcio, comprovam a teoria de que sejam mesmo inspirados pelo revivalismo próprio do período romântico.

Contudo, a maioria dos exemplares que encontramos, principalmente das peças de maior elaboração, encontram-se oxidados e a necessitar de um urgente restauro – o que prevemos que, infelizmente, não venha a acontecer. 

27/01/2016

Casa do Engenheiro Joaquim Gaudêncio Rodrigues Pacheco


No cruzamento da Rua de Diu e da Rua do Teatro, na Foz do Douro, quase passa despercebido um imóvel que vários definem como «prédio» ou «antigo teatro», pois afinal de contas terá existido um teatro na rua homónima e é natural, dadas às características únicas deste edifício, que se confundam com algo de mais notável que uma moradia. Mas trata-se realmente de uma moradia! E o antigo teatro que existiu na área situava-se junto a esta casa (muito provavelmente onde hoje se situa um prédio moderno da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura).


Apesar do conjunto de intenções e das várias intervenções que esta moradia tem tido no sentido de melhor preservá-la, principalmente a nível exterior, necessitará de obras mais profundas de reabilitação para estar pronta a ser habitada. Mas o pior tem sido no que toca à preservação dos painéis de azulejos – trata-se de um pequeno conjunto que se situa entre os melhores exemplares de cerâmica Arte Nova que se podem encontrar na área metropolitana do Porto e que nós atribuímos à Fábrica de Cerâmica das Devesas. Infelizmente, cerca de um terço dos azulejos já desapareceram e quase outro terço dos restantes apresentam danos que muito nos desagradam.

Além do seu valor a nível decorativo, a arquitectura da casa é elegante e denota um traço único pelas mãos do seu autor que, aliás, julgamos ser o seu primeiro proprietário: o engenheiro Joaquim Gaudêncio Rodrigues Pacheco (n. 1875), profissional a que temos de dar importância devido aos seus projectos a nível do alojamento operário e da Habitação Social, tendo seguido e acompanhado de perto as linhas programáticas do arquitecto José Marques da Silva (ver Nota no final). O proprietário, com apreço pelo detalhe e rigor, contou com o mestre-de-obras Licínio Teixeira Cardoso para construir esta moradia em 1910 mas, pouco satisfeito com o primeiro projecto, manda alterá-lo em 1912 consoante o seu próprio gosto. Só muito mais tarde, em 1923, nas traseiras do edifício, manda acrescentar uma garagem e é possível que várias alterações na casa decorram em linha com esta adição a partir dessa data, pois nesta secção já se reconhece uma influência Art Deco.


É precisamente nas traseiras desta casa, viradas para a Rua do Teatro que os danos e os sinais de abandono são mais visíveis. Lamentamos que assim seja - esta moradia é mais um pedaço de património da Foz do Douro que necessita de ser reconhecido... e bem protegido.


NOTA: Joaquim Gaudêncio Rodrigues Pacheco tornou-se engenheiro-chefe da 3ª Repartição da Câmara Municipal do Porto em 1909. Embora o seu papel como autor de importantes projectos na cidade ainda carecem de estudos mais profundos, alimentou-se a especulação entre vários investigadores de que poderia ser o verdadeiro autor (ou que tivesse de alguma forma contribuído) do antigo Matadouro Industrial de Campanhã e até da Escola Infantil do Passeio Alegre na Foz (inaugurada em 1916) inspirado pelas linhas de Marques da Silva, mas adicionando elementos mais “classicistas”, se bem que não tenhamos como o comprovar. Tal como o mais notável arquitecto da cidade do Porto, foi um pioneiro na área da Habitação Social: projectou o Bairro do Bonfim no Monte das Antas (inaugurado em 1904) e foi responsável pela Colónia Viterbo Campos na Arrábida (1916/17).

Farol da Senhora da Luz


Ficamos animados com a intenção de se reabilitar o antigo Farol de São Miguel-O-Anjo (séc. XVI) para continuar a lamentar a depreciação pelo velho Farol da Senhora da Luz da segunda metade do século XVIII.

Compreende-se o facto de estar vedado, uma vez que o local onde se situa ainda pertence à Marinha, colocando este farol na imediata categoria de Património do Estado, estando interdita a aproximação de turistas e curiosos ao espaço. O que não se compreende é não ser motivo de maior estima, pois os sinais de degradação e parca manutenção já são visíveis (esperemos que não piorem).

A história deste farol já é conhecida: Foi erguido segundo o alvará do Marquês de Pombal a 1 de Fevereiro de 1758 no alto do Monte da Luz onde existia já uma capela do século XVII consagrada a Nossa Senhora da Luz. Neste ponto com uma vista privilegiada, do qual é possível visualizar a foz do Douro e uma extensão do território litoral até Espinho, já há muito que se exigia a construção de um farol. O que também não deixa de ser interessante é a descoberta de gravuras rupestres entre os rochedos deste monte, o que indica a presença humana no local desde há tempos imemoriais. 

26/01/2016

Antiga Fábrica de Molduras “Santos & Irmãos”

Actualmente a Santos & Irmãos é conhecida como a mais antiga fábrica de molduras e douramentos ainda em actividade da cidade do Porto e até de Portugal. Afinal de contas, a data da sua fundação remonta ao ano de 1858.

Todavia, muitos ainda se enganam ao julgar que a Casa Nº470 da Rua do Bonjardim, visível no cruzamento com a Rua de Fernandes Tomás e com a característica montra corresponde ao exacto local onde os ditos irmãos começaram o seu negócio – já se haviam instalado na mesma rua muito antes, mais acima (tendo fundado uma primeira casa de abertura ao público na Travessa das Liceiras). É verdade que esta casa é bastante antiga e ainda não é certo se foi erguida no século XIX ou se data do século anterior, embora seja justo reafirmar que foi substancialmente alterada com o passar dos anos, principalmente no início do século XX, quando a firma decidiu usar a pequena casa para servir de oficina.

Não foram ainda descobertos documentos a comprovar que a Santos & Irmão (era então assim que era designada) se tenham instalado no Nº470 antes dos anos 20 do século XX, tendo intervencionado bastante na casa sobretudo no ano de 1922: Repararam escadas, soalhos e estuques e ainda retiraram todas as divisões da casa, tornando-a mais adequada a servir de oficina. O que é certo é que desde essa época em diante, com o passar das décadas, não deixou de ser uma das casas mais icónicas da Rua do Bonjardim e bem reconhecida pelo mérito do seu trabalho.

A pequena fábrica ainda é icónica, devido ao seu valor histórico – ou assim ainda a consideram alguns; no entanto, tamanho é o estado de desprezo a que chegou, na qual temos de acusar aqui uma situação de semiabandono, tendo-se transformado em mais um imóvel com os rudes sinais de degradação que não poupam sequer os painéis de azulejos que revestem desde há muito a sua fachada.


Nota 1: a Firma Santos & Irmão alega que se trata da mais antiga casa de molduras ainda em funcionamento do Mundo - mas trata-se de uma descrição que não podemos (ainda) comprovar nem sequer pôr em causa - sendo muito provável que seja verdade.

Nota 2: o blogue não pretende pôr em causa o bom nome ou o bom trabalho desta antiga firma cujo trabalho merece ser notabilizado e bem mais publicitado - o caso de uma casa em seu nome cujo estado nos indigna não merece ser confundido com a falta de esforços de uma firma que em todo caso procura sobreviver após décadas de desafios, elevada concorrência e anos de crise.

Nota 3: a perda da Firma Santos & Irmão será uma machadada tão elevada no que entendemos ser um bem patrimonial a proteger - um nome distinto e histórico entre as PME's ligadas à cidade - quanta a perda desta casa, pelo que a equipa Porto Sombrio só tem como único desejo ver as mesmas a manter intactos (ou a reastebelecer, no caso deste imóvel) o seu funcionamento e o seu mérito.

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