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27/01/2016

Farol da Senhora da Luz


Ficamos animados com a intenção de se reabilitar o antigo Farol de São Miguel-O-Anjo (séc. XVI) para continuar a lamentar a depreciação pelo velho Farol da Senhora da Luz da segunda metade do século XVIII.

Compreende-se o facto de estar vedado, uma vez que o local onde se situa ainda pertence à Marinha, colocando este farol na imediata categoria de Património do Estado, estando interdita a aproximação de turistas e curiosos ao espaço. O que não se compreende é não ser motivo de maior estima, pois os sinais de degradação e parca manutenção já são visíveis (esperemos que não piorem).

A história deste farol já é conhecida: Foi erguido segundo o alvará do Marquês de Pombal a 1 de Fevereiro de 1758 no alto do Monte da Luz onde existia já uma capela do século XVII consagrada a Nossa Senhora da Luz. Neste ponto com uma vista privilegiada, do qual é possível visualizar a foz do Douro e uma extensão do território litoral até Espinho, já há muito que se exigia a construção de um farol. O que também não deixa de ser interessante é a descoberta de gravuras rupestres entre os rochedos deste monte, o que indica a presença humana no local desde há tempos imemoriais. 

18/02/2014

Farol de S. Miguel-o-Anjo


Este farol situa-se na Foz do Douro e trata-se do mais antigo de Portugal (ainda existente), servindo igualmente de ermida. Data do início do século XVI e foi introdutor das formas renascentistas na região do Porto. O estado actual da pequena torre, porém, não dignifica a sua rica história.

O farol foi construído segundo vontade do D. Miguel da Silva, bispo de Viseu, em 1527. D. Miguel da Silva era um humanista culto e viajado, que havia conhecido Roma e esteve em contacto com a sua corrente de artistas. Uma vez que a zona da foz do rio Douro fazia parte das suas propriedades, achou por bem encomendar a torre ao mestre pedreiro Francisco de Cremona, discípulo de Rafael.

A torre é de feitio simples. A sua forma é quadrangular, construída em granito, encimada por uma cúpula de tijolo oitavada. No passado terá sido coroada por uma balaustrada – hoje, tristemente, mantém uma rude grade de ferro a substituí-la. No seu topo foi colocada uma escultura romana de Portummos, deus dos portos, identificado com o próprio Porto em si. Só mais tarde, entre 1841 e 1852 foram colocados os edifícios adicionais: um posto da guarda-fiscal e uma torre telegráfica coberta de azulejos. No entanto, todo este conjunto permanece num estado de desleixo, apesar de classificado pelo IGESPAR e de estar representado no brasão e na bandeira da freguesia da Foz do Douro. 

17/01/2014

Torre/Mirante Quinta do Fojo


Uma das estruturas mais invulgares edificadas em Vila Nova de Gaia é uma torre arruínada que é possível avistar da autoestrada A1/IC1 na direcção da cidade do Porto.

Situada na área de Canidelo, não muito longe da fábrica abandonada do Fojo, é justo situar os primórdios desta construção no período medieval (senão mais antigo) onde serviu de atalaia e comunicava directamente por sinais de fumo e fogo com o antigo Castelo de Gaia, já que no local onde se situa era possível avistar uma larga área da costa marítima que antecedia a foz do Douro. Apresentando características que apontam provavelmente o século XII como principal período de construção (ou de reconstrução), a torre acabaria por perder a sua utilidade com o passar dos séculos.


Ora, no início do século XVIII, os terrenos em torno da torre medieval foram adquiridos pelo general inglês William Neville, que fundou e construiu a casa da Quinta do Fojo, uma rica propriedade que se estendia por uma vasta área. A torre acabou por ser aproveitada para servir de mirante para os proprietários da quinta; foi-lhe adicionada uma escadaria exterior de pedra e diversos elementos decorativos em cantaria, enquanto o interior foi preenchido de cascalho e enormes blocos de pedra.

Actualmente, a torre faz parte de um horto. Junto da mesma situa-se um tanque da quinta secular, também abandonado, e parte da estrutura encontra-se desmoronada e as suas paredes em risco de ceder ainda mais pela força das pedras interiores e do cascalho. As plantas trepadeiras que a envolvem também não ajudam, mas sem dúvida que é uma estrutura cujo valor patrimonial merecia ser reconsiderado. 

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